Bom dia cursistas, segue abaixo a publicação da segunda atividade postada no blog do professor Cleomar. Acessem o blog dele, já tem comentários postados. Se preferirem, usem também este espaço, ou outro na internet. Lembrem-se: é necessário informar a URL caso postem em outros locais na internet, uma vez que haverá comentário crítico da resposta de outro colega, logo, para interação precisamos conseguir ler a resposta do colega e o seu comentário sobre a mesma.
Aquecimento com Marcelo Tas
Nossa segunda atividade da disciplina Sociedade, Cultura e Tecnologias será a partir da entrevista do Marcelo Tas, publicada no livro Cultura Digital.br.
Para localizar o livro, use a ferramenta de busca Google, colocando o título do livro. Provavelmente vcs verão abaixo do primeiro resultado um link indicando o livro para ser baixado. Baixem o livro inteiro e leiam a entrevista dada pelo Marcelo Tas. Para saber as páginas, consulte o índice ou nosso plano de displina.
Feita a leitura do texto, gostaria que discutissem:
1. O entrevistado diz que valorizamos demais o termo digital, quando tudo é cultura. Ao falar sobre isto ele chama a atenção para dois polos, a superstimação e a subestimação da tecnologia. Trace um paralelo entre as ideias do entrevistado com as ideias de Lucia Santaella, no texto discutido em nosso alongamento, quando ela se refere a definição de mídia.
2. Temos enfrentado alguns problemas com o Moodle em nossa disciplina e tenho solicitado que usem outras ferramentas disponíveis na Internet para postarem suas respostas. Discuta esta relação com a afirmação do entrevistado: "Inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não falar da viagem que a gente tem para fazer com a moto." (pp. 234)
3. O que é relevância e discernimento, defendidos pelo entrevistado.
4. Na entrevista Marcelo Tas fala sobre educação, função de professor e a tecnologia. Discuta o pensamento dele, vinculando-o com outro autor da área de educação.
5. "Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso." (pp 241). Comente esta afirmação tendo por base a caracterização da cultura digital ou cibercultura em Lucia Santaella.
Onde postar sua discussão?
Blog, Facebook, YouTube, Orkut, Moodle ou qualquer outro serviço de livre acesso da Internet.
Finalmente, cada cursista deve ir a uma resposta de um colega e comentar criticamente o texto elaborado.
1. O entrevistado diz que valorizamos demais o termo digital, quando tudo é cultura. Ao falar sobre isto ele chama a atenção para dois polos, a superestimação e a subestimação da tecnologia. Trace um paralelo entre as ideias do entrevistado com as ideias de Lucia Santaella, no texto discutido em nosso alongamento, quando ela se refere à definição de mídia.
ResponderEliminarGAAM – Claro, tudo é cultura, desde que o mundo é mundo, porém, a própria Santaella consegue caracterizar diferentes formações culturais (a oralidade, a escrita, a cultura impressa, a cultura de massa, a cultura das mídias, a cibercultura). Basicamente, o que caracteriza estas formações são os meios predominantes na sociedade e que suportam as mensagens produzidas pelas pessoas. A cibercultura é apoiada tecnicamente pela mídia digital e é, atualmente, a formação cultural emergente, contemporânea. Por isso fala-se muito dela, até mesmo na tentativa de compreendê-la melhor.
Tas se refere àqueles que superestimam os meios, isto é, não conseguem ir além dos meios, esquecendo-se das mensagens (cultura) subjacentes a eles ou da cultura de que estão impregnados. Nós professores nos comportamos assim quando insistimos no aprendizado, no domínio técnico, nas tecnologias como simples ferramentas. Elas são mais do que isso, porque são veículos de comunicação que estão revolucionando a forma de ser da sociedade...
... Por outro lado, as mídias (meios de comunicação) mais recentes dinamizam a cultura contemporânea ao introduzir possibilidades antes inexistentes, como a individualização, a escolha, a criação individual, a autoria, etc... Isso não pode ser subestimado.
EliminarOlá PessoALL!
ResponderEliminarMeus comentários sobre as questões relacionadas a Entrevista de Marcelo Tas:
1. Claro, tudo é cultura, desde que o mundo é mundo, porém, a própria Santaella consegue caracterizar diferentes formações culturais (a oralidade, a escrita, a cultura impressa, a cultura de massa, a cultura das mídias, a cibercultura). Basicamente, o que caracteriza estas formações são os meios predominantes na sociedade e que suportam as mensagens produzidas pelas pessoas. A cibercultura é apoiada tecnicamente pela mídia digital e é, atualmente, a formação cultural emergente, contemporânea. Por isso fala-se muito dela, até mesmo na tentativa de compreendê-la melhor.
Tas se refere àqueles que superestimam os meios, isto é, não conseguem ir além dos meios, esquecendo-se das mensagens (cultura) subjacentes a eles ou da cultura de que estão impregnados. Nós professores nos comportamos assim quando insistimos no aprendizado, no domínio técnico, nas tecnologias como simples ferramentas. Elas são mais do que isso, porque são veículos de comunicação que estão revolucionando a forma de ser da sociedade...
Por outro lado, as mídias (meios de comunicação) mais recentes dinamizam a cultura contemporânea ao introduzir possibilidades antes inexistentes, como a individualização, a escolha, a criação individual, a autoria, etc... Isso não pode ser subestimado.
2. As tecnologias são meios para alguma coisa e não um fim em si mesmas. Não podemos nos ater apenas ao meio por mais deslumbrante que seja. Tudo vai depender do uso que se faça delas, do conteúdo que circula por elas, sendo que o conteúdo, as mensagens são mais importantes que os meios que as transmitem ou tão importantes quanto... Talvez, a iniciativa de uma pessoa (aluno) se expressar – embora cometendo erros de português (a escrita é uma tecnologia); - embora se utilizando de um vídeo caseiro (o vídeo é uma tecnologia) – devesse ser mais valorizada do que a correção gramatical ou a técnica de edição de imagens pelo fato destas tecnologias possibilitarem que ele se manifeste, se faça ouvir e se comunicar a seu modo...
3. Discernimento é saber diferenciar as informações que são necessárias. Relevância é a importância desta informação. Tradicionalmente, valorizava-se muito a memória, principalmente no processo de escolarização até chegarmos à decoreba pura e simples. Alguém fornecia as informações previamente selecionadas, a gente decorava e até reproduzia nos exames escolares. As tecnologias de armazenamento e distribuição de informações implodiram esta lógica e, deixou o sistema de ensino desnorteado... Atualmente, exige-se outra competência que o sistema educacional pouco ou nada enfatizava: a capacidade de tomar decisões e de acessar informações e, sobretudo de saber escolher/selecionar/filtrar o que é relevante para seus objetivos.
4. Considerar o professor como mediador do conhecimento com ou sem o uso de tecnologias mais recentes. O papel do professor não é o de transmissor de informações para um aluno passivo. Professor e alunos estão imersos na cultura digital. Modos tradicionais de ensinar e aprender já não faz parte desta cultura. Portanto, o professor precisa repensar os seus métodos de ensinar e os alunos os seus modos de aprender...
5. Muitas pessoas ainda se comportam como se não estivessem imersas na cultura digital. Daí faz exigências próprias de outros contextos, como, por exemplo, no sistema educacional se comportar passivamente, delegando ao professor tarefas que são suas como selecionar e buscar informações. A cultura digital exige proatividade, iniciativa, protagonismo.
Abraços!
Contribuindo com as discussões:
ResponderEliminar1 - Na verdade, estamos caminhando para o acesso total, onde uma quantidade imensa de informações são disponibilizadas através de vários recursos tecnológicos, onde é essencial o discernimento de cada pessoa em selecionar as informações que são relevantes. Atualmente, a era digital está em destaque, logo, é normal falar bastante dela. Neste contexto, Marcelo Tas chama a atenção para o cuidado com a subestimação da mesma: quando tende-se a não reconhecer as facilidades que as tecnologias trazem, permitindo o acesso, interatividade, participação e principalmente a comunicação de muitos para muitos, permitindo a interação no processo de comunicação, utilizando dos diferentes recursos disponíveis. A superestimação também é algo perigoso, destaquemos o que diz Lúcia Santaella: que a mídia é apenas um meio, um canal de comunicação. O foco são as mensagem transmitidas de pessoas para pessoas usando este canal. Portando não faz sentido a supervalorização e o menosprezo das mídias e sim que elas estão no nosso cotidiano e são excelentes meios de comunicação.
2 - As tecnologias estão ai, são excelentes meios para comunicação, disponibilizando diversos recursos. Apesar de já estar inserida em nosso cotidiano, seja através de cartões de crédito, cartão do cidadão, celulares e outros, ainda assim há grande resistência quando se fala em tecnologias, como se fosse algo totalmente novo. Este medo traz prejuízos, porque as pessoas deixam de experimentar, de conhecer inúmeras ferramentas disponíveis para comunicação, interação, aprendizado coletivo. Exemplo disso vivenciamos aqui mesmo no Curso, onde mesmo com o incentivo do professor em não limitar-se ao ambiente Moodle, ainda assim nem todos tem procurado conhecer a variedade de recursos que a internet nos oferece.
3 - Discernimento é a capacidade de no meio de gigantesca quantidade de informações saber selecioná-las, fazer um filtro do que é relevante, útil. Temos na internet muitas informações irrelevantes, muitos mitos, por exemplo temos pessoas que tem muitos seguidores em sua rede social, que tem um blog todo elaborado, porém em termos de conteúdo nada que venha a acrescentar, que venha a gerar conhecimento. O professor Cleomar cita o caso da Luiza do Canadá, que ganhou destaque na mídia, sem ter relevância alguma.
4 - A importância do papel do professor como mediador, como alguém que interage com os alunos trocando experiências e não um mero transmissor de informações.
5 - A forma de acesso à informação é característica principal da cibercultura, onde há a comunicação bidirecional. O filtro é a capacidade de selecionar informações relevantes, que farão a diferença, que trará conhecimento. A cultura digital só tem sentido se as pessoas usarem as diversas ferramentas disponíveis para comunicação construtiva.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarOlá professoras.
ResponderEliminarA cultura digital provocou uma profunda transformação em todas as esferas da sociedade. Esse complexo processo configura uma mudança de paradigma impressionante que exige reflexão e discernimento. Na tentativa de readaptar a realidade as pessoas se agarram em partes do processo e não mergulham de cabeça nas várias possibilidades que o digital nós oferece. O novo sempre provoca desconfiança e certo sofrimento no começo, mas vale a pena arriscar. Nesse contexto a função do professor é ajudar seus alunos a desenvolver a capacidade de discernimento diante do conhecimento já elaborado e a partir de suas vivências re-elaborar num processo de trocas mútuas. O professor que apenas deposita conteúdos para que o aluno memorize já não têm razão de ser na sociedade atual.
Cátia Euripa da Silva Cardoso
Oi Cátia,
ResponderEliminar“O SUCESSO na vida depende unicamente de INSISTÊNCIA e AÇÃO!”
O importante é não perder o foco que pode nos levar a alcançar nossos objetivos.
No acompanhamento de nossa turma tenho constatado o empenho de todos para que possamos ter resultados excelentes... Qualquer dúvida entre em contato. Abraços e sucessos! Gilda